Segunda-feira, 08/04/2019 

MAIS DA METADE DOS BRASILEIROS ESTÁ ACIMA DO PESO 

Do MA 10 

Uma pesquisa do Ministério da Saúde indica que 53% da população brasileira estão com excesso de peso e 45,8% praticam uma atividade física insuficiente. Os valores foram registrados na Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel).

Feito em 2017, o estudo envolve entrevistas feitas por meio do telefone, com participação da Associação Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Os números estão longe da meta da Organização Mundial da Saúde (OMS) que pretende reduzir a inatividade física em 15% até 2030, em todo o mundo.

Segundo pesquisa da OMS em 2018, o número de pessoas que faziam atividades insuficientes totalizava 1,4 bilhão de pessoas. “Acredita-se que um em cada cinco adultos e quatro em cada cinco adolescentes não praticam atividade física de forma suficiente”, disse o diretor de Normas e Habilitação dos Produtos da ANS, Rogério Scarabel.

Neste fim de semana, quando se comemoram o Dia da Atividade Física (6) e o Dia Mundial da Saúde (7), a ANS lança o projeto Movimentar-se É Preciso. Por meio do seu Programa de Promoção da Saúde e Prevenção de Riscos de Doenças (Promoprev), a agência está estimulando as operadoras de saúde a realizarem programas voltados a atividades físicas para seus beneficiários nestes dois dias.


Sexta-feira, 05/04/2019 

CÃES PODEM SENTIR CHEIRO DE ATAQUES EPILÉTICOS, SEGUNDO ESTUDO  

A descoberta mostra que as convulsões teriam um odor específico, abrindo a possibilidade de que crises epiléticas possam ser previstas a partir do olfato 


Do R7 

Um estudo publicado recentemente na revista Scientific Reports afirma que cães treinados para sentirem odores de doenças, como o câncer e o diabetes, também são capazes de sentir o cheiro de crises epiléticas. A descoberta gerou animação no campo de pesquisa, que se torna mais amplo para a investigação de marcadores de odores convulsivos.

Cães treinados identificaram odor de crise epilética entre outras amostras de suor

A pesquisa, feita por pesquisadores na Universidade de Rennes, na França, foi realizada com cinco cachorros, sendo três fêmeas e dois machos, devidamente treinados para identificar odores corporais de diferentes problemas de saúde, parando próximos às amostras com o odor comportamental. Esses cães foram, então, submetidos a sete amostras de suor de cinco pacientes com tipos de crises epiléticas diferentes.

Entre as amostras de odores coletados pelos pacientes estavam uma com o suor durante uma crise epilética, duas amostras de suor durante uma prática esportiva e quatro amostras de suor colhidas durante atividades calmas aleatórias da rotina do paciente.

Os testes foram feitos submetendo os cachorros a cinco tentativas na identificação do odor comportamental entre as amostras de um único paciente (A), tendo duração de cinco minutos cada, com um intervalo de dois minutos entre cada tentativa para reorganizar as amostras. Depois de duas horas, os cachorros foram apresentados a outros quatro conjuntos de amostras de suor dos outros quatro pacientes (B, C, D e E), totalizando nove tentativas para cada cachorro.


Como resultado, os cientistas perceberam que os cães obtiveram sucesso em todas as tentativas, identificando corretamente o odor de quando os pacientes estavam em crises convulsivas.

De acordo com o estudo, a descoberta mostra que as convulsões teriam um odor específico, independentemente do paciente ou da causa da convulsão, abrindo a possibilidade de que as crises epiléticas possam ser previstas a partir do olfato.

Neste sábado (26) é lembrado o Dia Mundial de Conscientização sobre a Epilepsia — que atinge três milhões de brasileiros e 50 milhões de pessoas em todo o mundo, segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde). A doença neurológica faz com que o cérebro sofra descargas elétricas excessivas — responsáveis pelas crises epiléticas, que se manifestam com alterações da consciência, em eventos motores, sensitivos ou sensoriais; autonômicos ou psíquicos involuntários.



Domingo, 03/02/2019 

PESQUISADORES DESENVOLVEM CICATRIZANTE A PARTIR DE VENENO DE CASCAVEL 

Medicamento é chamado de selante de fibrina e está em fase de testes


Do G1 

Imagine você esconder as pernas por 47 anos. Foi o que aconteceu com Vera Freddo. Na canela direita ela tinha uma úlcera do tamanho de um palmo. Muita gente ficava chocada quando via. A ferida não incapacitou dona Vera e, por 37 anos, ela trabalhou como dentista, mas levou uma vida limitada.

Foto: reprodução 

Fez 16 cirurgias e toda noite tinha que cuidar da perna. Foram mais de 17 mil curativos. Na Unidade de Pesquisa Clínica da Faculdade de Medicina de Botucatu, em São Paulo, foi onde Vera foi no segundo semestre de 2016, assim que viu na internet uma chamada pública da UNESP que convocava voluntários para um tratamento experimental de feridas crônicas. Foram três meses de aplicações do selante de fibrina.

Passados 15 meses da cicatrização, a dentista não se cabe de alegria e gratidão com a equipe que a atendeu, liderada pela dermatologista Luciana Abade. Vendo as fotos de como eram as feridas e como ficou agora, é inevitável para Vera a sensação de que o impossível aconteceu.

Veneno de cobra como solução

Essa pesquisa de ponta cujos resultados ajudaram Vera, o Globo Rural começou a acompanhar 27 anos atrás. Era novembro de 1990 quando Nelson Araújo foi até a UNESP para falar sobre o assunto pela primeira vez. A equipe, na época, havia visitado o CEVAP, o Centro de Estudos de Venenos e Animais Peçonhentos.

Em quase 30 anos, muito mudou. Os protocolos científicos na UNESP se modificaram. As cobras que fazem a doação de veneno para o selante de fibrina, por exemplo, agora vivem em caixas individuais com controle de umidade e temperatura. Antes, era um cativeiro em iglu.

Tudo é feito para que o cativeiro intensivo seja o menos agressivo possível. A bióloga Luciana de Barros, uma das responsáveis pelo manejo no serpentário do CEVAP, explica que cada serpente tem uma personalidade: tem as mais tranquilas e outras mais agitadas.

Quando o Globo Rural gravou esta reportagem pela primeira vez, as cobras, na hora da extração do veneno, eram contidas pelo gancho e pelas mãos sem luvas do técnico, que mantinha a roupa do dia a dia. Algumas escapavam expondo o manipulador ao risco de um bote. Hoje, segue-se a estrita norma laboratorial. Ao conduzir a cobra, ela recebe um torpedo de CO2 para que fique semi-anestesiada para depois ter o veneno extraído.

Investimentos na pesquisa

Além das mudanças nos processos, a cola de fibrina, na época, era feita com sangue humano. Hoje, é usado sangue de búfalo, por cortesia de um produtor rural que se comoveu com o projeto.

Aristides Pavan é o empresário, que movido por uma história familiar, disponibilizou uma parte do rebanho para as pesquisas da UNESP. A mãe dele, Luiza Ravan, assim como Vera Freddo, sofria com úlceras nas pernas. Ela passou a vida inteira lidando com o problema.

Aristides diz que, de certa forma, se conforta com a possibilidade de ajudar as pessoas a evitar um sofrimento que ele acompanhou tão de perto. Por isso, ele se dispôs a fazer uma coisa que não é fácil: manter por conta um grupo de 100 cabeças de búfalos exclusivamente destinados à pesquisa. Isso é muito caro e, na maioria das vezes, impossível para instituições científicas.

Um rebanho soro produtor de búfalos fica isolado de outros animais da fazenda e se submete a rigorosos controles de sanidade para ter a certificação da ANVISA e se adequar aos protocolos médicos internacionais.

A doutora Lucilene de Lazari conta que a colaboração de Aristides trouxe um impulso importante nas pesquisas do CEVAP. O sangue do búfalo não oferece os riscos de contaminação que o sangue humano traz para a fabricação do selante. 


Segunda-feira, 28/01/2019 

USO EXCESSIVO DE CELULAR TEM AUMENTADO O NÚMERO DE CRIANÇAS COM MIOPIA 

Mauro César Oliveira, Presidente da Associação Médica do Maranhão, falou sobre o assunto durante entrevista no Bom Dia Maranhão desta segunda-feira (28)

Do MA 10

Dados de uma pesquisa do Centro de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação revelou em 2018 que 69% das crianças e adolescentes do Brasil, na faixa de 9 a 17 anos, utilizam a internet mais de uma vez por dia. Esse excesso de uso de aparelhos eletrônicos tem causado grandes problemas nas crianças e adolescentes, um deles tem sido a miopia.

Imagem ilustrativa 

Durante a entrevista o oftalmologista e Presidente da Associação Médica do Maranhão, Mauro César Oliveira, afirmou que esse excesso à tecnologia é inevitável, traz benefícios, mas algumas coisas precisam ser verificadas. ” Essas observações que se faz e limitações não são ao acesso à internet, em si, mas ao acesso, principalmente, a aparelhos muito próximos à visão, principalmente o tablet, o celular e o notbook. As crianças que usam isso de uma forma muito precoce, desde a primeira infância, desde o primeiro ano de idade, desenvolvem, isso já foi comprovado cientificamente, um número muito maior de casos de miopia”, disse o oftalmologista.

“A recomendação é que as crianças até dois anos de idade não tenham nenhum contato com a questão dos celulares ou tablets[…]não é a luz do objeto que causa o problema, mas sim, a proximidade em horas constantes” completou.

Confira mais sobre o assunto na entrevista completa, no vídeo abaixo: 

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