Quarta-feira, 06/02/2019 

PAPA ADMITE QUE PADRES E BISPOS ABUSARAM SEXUALMENTE DE FREIRAS

Pontífice disse que é possível encontrar registros desses abusos "em todas as partes", mas estão mais presentes em "algumas congregações novas e em algumas regiões".


Do G1 

O Papa Francisco admitiu, nesta terça-feira (5), que padres e bispos abusaram sexualmente de freiras. A declaração foi dada no avião de volta à Itália, após viagem aos Emirados Árabes Unidos.

Papa Francisco recebe presente de um jornalista durante uma sessão de perguntas após sua visita a Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos

"Houve padres e também bispos que fizeram isso", reconheceu o sumo pontífice, que nunca havia abordado este assunto antes, ao ser questionado por uma jornalista.

Ele disse que é possível encontrar registros desses abusos "em todas as partes", mas estão mais presentes em "algumas congregações novas e em algumas regiões".

"Estivemos trabalhando por muito tempo sobre este assunto. Suspendemos vários clérigos, que foram despedidos por esta causa", afirmou Francisco, sem mencionar nomes, nem países.

"Não sei se o processo (canônico) terminou, mas também dissolvemos algumas congregações femininas que estiveram muito vinculadas a essa corrupção", acrescentou, destacando que a Igreja não pode se refugiar na negação.

"Temos que fazer algo mais? Sim. Temos a vontade de fazê-lo? Sim!", afirmou o sumo pontífice.



Domingo, 03/02/2019 

DEPUTADO DE GOIÁS TOMA POSSE DE CHAPÉU E COM ESPOSA NO COLO


Blog da Cidadania 

O deputado estadual Amauri Ribeiro (PRP-GO), chamou a atenção durante a solenidade de posse na última nesta sexta-feira (1º), na Assembleia Legislativa de Goiás.

Mesmo contrariando o regimento interno, o novo parlamentar, eleito com quase 25 mil votos, tomou posse de chapéu e colocou a esposa no colo durante a sessão.

Sobre a utilização do adereço, a direção da Assembleia informou que enviou aos novos parlamentares na semana passada um documento intitulado “Informações Regimentais”, com orientações sobre todas as regras. Nesta sexta, a equipe do cerimonial preferiu não falar com o deputado por se tratar de sessão especial. Amauri só tirou o chapéu no momento da execução do Hino Nacional.

Em entrevista à TV Assembleia, Amauri disse que o uso do chapéu mostra seu estilo: “Meu estilo já fala: sou produtor rural e vou defender a classe”.

Amauri ganhou notoriedade após ser eleito prefeito de Piracanjuba e fazer uma gestão técnica e com excelente aprovação popular sem abrir mão do jeito durão. Ele não foge de uma polêmica, tem fama de brigão, mas é também reconhecido – até por adversários – como político idôneo.

“Meu lema é: podem me chamar de brigão, por buscar o correto, mas nunca me chamarão de ladrão”, resume seu estilo de vida tanto na política como na vida.



Quarta-feira, 30/01/2019 

HOMEM É PRESO POR SE MASTURBAR EM PÚBLICO EM TERESINA/PI 

Moradores do bairro São Pedro, zona Sul da cidade, ainda o acusaram de danos a bens privados.

Do Portal R10 

Um homem identificado como David Santos, foi preso na noite de terça-feira (29), acusado por populares de atentado ao pudor e danos ao patrimônio privado, no bairro São Pedro, zona Sul de Teresina.

Foto: Reprodução

Segundo a delegada Vilma Alves, titular da delegacia da mulher, o suspeito aterrorizava a população local, praticava atos libidinosos como masturbação em público, além de se dirigir às mulheres com palavras de baixo calão.

“Esse rapaz está causando pânico em todo o conjunto, fica nu, se masturbando, xingando as mulheres, provocando os moradores da região, quebrando os veículos das pessoas e jogando pedras no portão das casas”, disse a delegada.

Após ser detido, o acusado foi conduzido pelos policiais até a Central de Flagrantes de Teresina, onde foi autuado pelos crimes.


Sexta-feira, 25/01/2019 

JEAN WYLLYS DESISTE DE TOMAR POSSE PARA NOVO MANDATO E RELATA AMEAÇAS 

Jean Wyllys foi reeleito para terceiro mandato e cerimônia de posse dos deputados está marcada para 1º de fevereiro. Secretaria da Câmara informou que suplente é David Miranda (PSOL-RJ).

Do G1 

A assessoria do deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) informou nesta quinta-feira (24) que o parlamentar não tomará posse para o novo mandato.

Ao G1, a assessoria de Jean Wyllys informou que ele tem recebido ameaças e, por isso, decidiu não assumir o terceiro mandato parlamentar. A posse dos deputados federais eleitos está marcada para 1º de fevereiro. Jean Wyllys recebeu 24.295 votos na eleição de outubro.

Em uma rede social, Jean Wyllys publicou nesta quarta: "Preservar a vida ameaçada é também uma estratégia da luta por dias melhores. Fizemos muito pelo bem comum. E faremos muito mais quando chegar o novo tempo, não importa que façamos por outros meios! Obrigado a todas e todos vocês, de todo coração. Axé!"

Homossexual assumido, Jean Wyllys tinha como principais bandeiras pautas relacionadas às causas LGBT e para minorias.

De acordo com a Secretaria-Geral da Câmara, o suplente de Jean Wyllys é o vereador carioca David Miranda (PSOL-RJ).

Mais cedo, nesta quinta, Jean Wyllys concedeu entrevista ao jornal "Folha de S.Paulo" na qual informou que está no exterior e não pretende voltar ao Brasil. Na entrevista, o deputado diz que tem sofrido ameaças de morte.

"O [ex-presidente do Uruguai] Pepe Mujica, quando soube que eu estava ameaçado de morte, falou para mim: 'Rapaz, se cuide. Os mártires não são heróis'. E é isso: eu não quero me sacrificar", disse Jean Wyllys à "Folha".

Ainda ao jornal, Jean Wyllys disse que o PSOL, partido ao qual é filiado, reconhece que ele se tornou um "alvo" e apoiou a decisão dele de não retornar ao Brasil.

Ao G1, a assessoria de Jean Wyllys afirmou que há uma campanha "muito pesada" contra o deputado, que dissemina conteúdo falso sobre ele na internet o associando, por exemplo, à pedofilia, ao casamento de adultos com crianças e à mudança de sexo de crianças.


Marielle Franco (PSOL-RJ), vereadora assassinada no Rio de Janeiro em 2018 — Foto: Reprodução/JN

Marielle Franco (PSOL-RJ), vereadora assassinada no Rio de Janeiro em 2018 — Foto: Reprodução/JN

Assassinato de Marielle

De acordo com a assessoria de Jean Wyllys, o volume de ameaças contra o deputado aumentou após o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ), em março do ano passado.

Ainda segundo a assessoria, desde então, o parlamentar precisava andar de carro blindado e com escolta de seguranças armados.

"Aumentou a situação de violência, de seguidores do atual presidente [Jair Bolsonaro] que fazem todo tipo de xingamento e ameaças nas redes sociais. Isso criou uma situação cada vez mais difícil. Antes do assassinato da Marielle, ele já vinha recebendo ameaças muito pesadas, inclusive direcionadas não só a ele, mas também à família. E-mails falando endereço da mãe, endereço da irmã, da família", informou.

De acordo com a assessoria, Jean Wyllys está no exterior, mas o local não será informado por questão de segurança.

SITUAÇÃO 'MUITO GRAVE' DO PAÍS


À TV Globo, o presidente do PSOL, Juliano Medeiros, afirmou que a situação do país é "muito grave".

"A situação do país é realmente muito grave, e a gente tem defendido que a resistência democrática no país é necessária. O Jean era e ainda é uma nesse processo de resistência democrática”, afirmou o presidente do PSOL. "A decisão dele é de caráter pessoal", acrescentou.

Juliano disse lamentar a decisão de Jean Wyllys porque o partido preferia que ele continuasse na bancada. Mas ressaltou que o partido compreende e se solidariza com o deputado.

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Quinta-feira, 24/01/2019 

FAMÍLIA BOLSONARO “COMEMORA” SAÍDA DE JEAN WYLLYS DO BRASIL

Após Jean Wyllys (PSOL) anunciar, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, que está desistindo de seu terceiro mandato e sairá do país, integrantes da família Bolsonaro utilizaram as redes sociais para ‘comemorar’ o fato.

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) usou seu perfil no Twitter para escrever “Grande dia!”. Na sequência, poucos minutos depois, foi a vez do filho Carlos Bolsonaro (PSL) escrever “Vá com Deus e seja feliz!”.

Bolsonaro e Wyllys foram rivais políticos durante as passagens pela Câmara. O deputado do PSOL já acusou o atual presidente da República de homofobia diversas vezes e chegou a cuspir no rosto de Bolsonaro em uma ocasião.

O desentendimento entre o parlamentar do PSOL e Jair Bolsonaro vem de longa data. Na votação pelo impeachment de Dilma Rousseff, quando o então deputado federal Jair Bolsonaro dedicou seu voto a um torturador do regime militar, Jean Wyllys cuspiu em sua direção. Durante a campanha de 2018, Bolsonaro vinculou a imagem do deputado a notícias falsas sobre o “kit gay”.

Jean Wyllys vive sob escolta policial e com carro blindado desde o assassinato da vereadora Marielle Franco, em março do ano passado. Ele ressaltou que a revelação de que familiares de um ex-policial do Bope suspeito de chefiar a organização criminosa Escritório do Crime, investigada pela morte de Marielle, eram lotados no gabinete de Flávio Bolsonaro, pesou na sua decisão. Flávio, envolvido em uma série de acusações de corrupção, não se manifestou sobre a decisão de Wyllys. 

Com informações de O Dia e Isto é.

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